No Sábado, foi dia de mais uma volta ao percurso. Estando este quase definido
ainda falta falar com um ou outro proprietário o que será feito a curto prazo.
Apesar de estar bastante escuro e com uma grande probabilidade de chover levámos
a máquina fotográfica para fazer a primeira cobertura fotográfica ao percurso.
Este cruzeiro construído para assinalar a Restauração da Independência foi o eleito
para a abertura deste pequeno registo fotográfico.

Há muitos anos que este forno não cumpre a missão para o qual foi destinado.
Situado na parte mais antiga da Beselga, a “boca” está tapada com medo que
possa reclamar a sua existência. Quando era rapazote ainda me lembro por alturas
da Páscoa de cozerem os bolos da Páscoa (folar), doces e pão neste forno.

A Ponte Romana é um dos "ex-líbris" da Beselga.

A ponte vista de outro ângulo, tentando camuflar alguns dos erros cometidos.
As últimas intervenções não nos agradam nada mas isso dava outro tema de conversa.

A casa mais distante é a casa da Fontaínha. Consta-se que seja a casa mais antiga da Beselga.

Os únicos espectadores se calhar pela fraca performance dos atletas.
É um grande exemplo para a Humanidade, a sã convivência apesar das diferentes raças e cores.
Uma imagem ternurenta que não foi captada pela câmara mas está registada
na nossa memória foi uma ovelha a amamentar dois cordeirinhos: um branco e um preto.

O “Quintinho” é uma das zonas mais bonitas da Beselga onde ainda existe
uma grande mancha de castanheiros.

É de salientar que grande parte do percurso é ladeado com muros de granito
feitos pelos nossos antepassados.

Esta é a entrada para uma espécie de túnel com piso almofadado com as folhas
dos carvalhos do último Outono.

São algumas centenas de metros em que parece que vamos a voar,
contudo é necessário algum cuidado com algumas pedras que se escondem
por baixo da folhagem.

Para além da beleza, esta é uma das minhas partes preferidas por ser a descer.

Contudo, não deixa de ser uma das partes mais técnicas.

Será concerteza uma das partes que não vai cansar,
pois a cada volta há sempre novos detalhes a descobrir.

O que resta de um sistema de rega tradicional “a nora”.
Ao fundo podemos ver a Capela do Nosso Senhor dos Passos outro dos “ex-libris” da Beselga.

Esta é uma das quatro ribeiras que banham a Beselga.
Estas “artérias” irrigam o solo e fazem florescer a vida a cada ano.
A água corre veloz como se fosse atrasada para a Primavera.

Durante o percurso temos a oportunidade de ver a Beselga de forma privilegiada.

Ao contrário dos outros eventos de BTT organizados por nós este decorre
exclusivamente em terras beselguenses.
Para além de explorarmos alguns locais do percurso em “ alta definição",
vamos aproveitar para vos darmos a conhecer melhor a Beselga e a sua História.
Neste momento, estou na frente pois já efectuei quatro voltas ao percurso.
Grande abraço